CAPÍTULO 1
Samira, o velho e as castas
- Por favor, deixe-me entrar! – Suplicou Samira.
- Tire essas coisas imundas e horripilantes daqui! - Dizia o velho enojadamente, tamanha repugnância pelas criaturas.
- Por favor, meu bom senhor! Não há tempo para explicações!
- Ora sua...
E o velho, que estava a retrucar, de súbito se calou. Devido ao som de terrificantes gritos que vinham do escuro e misterioso horizonte, da qual não se enxergava muito, graças à densa neblina.
- Meta-te aqui dentro mulher! – Dizia puxando o braço dela que caiu ao chão pela brutalidade do ato. E com ela, eles.
O velho não foi nenhum pouco hospitaleiro. Não oferecera cadeira, comida, água, nada. Estava aflito. Ansioso para saber o que se passava.
- Conte-me logo, garota. Quem são essas criaturas bizarras?! Que sons macabros eram aqueles!? Não me diga que...
- Acalme-se, bom senhor. Pelo menos por enquanto. Deixe que eu me apresente e agradeça pela hospitalidade de me receber.
E então, Samira contou-lhe sua história, que fora bem resumida, mas que eu os contarei mais detalhadamente:
Há pouco mais de dois anos, uma casta grotesca havia penetrado a região, querendo se disseminar a todo canto. A ideia, a princípio, era se instalar pacificamente e conhecer as tribos dominantes e só então partir para uma investida.
Essa casta não se intitulava como tal, mas eram conhecidos como os “Dilaceradores”, pelo fato de serem mui agressivos nas batalhas. E também por virem dominando muitas províncias ultimamente.
Os Elfos-Bruxos, tribo dominante local, souberam da chegada e, sem muita demora, também sobre os boatos acerca, inclusive que são praticamente imunes a quaisquer magias (devido a um processo de evolução que os aperfeiçoaram durante centenas de anos).
Os Elfos-Bruxos eram exímios manipuladores de magia, principalmente as de batalhas e maldições (negras), mesmo sendo comumente pacíficos. Sabiam que uma hora teriam que se fazer valer de sua habilidade para a sobrevivência.
Porém, como antes dito, os Dilaceradores são semi-imunes à magia. Os Elfos foram forçados a afiar suas espadas e flechas e investir o quanto antes numa batalha, a fim de manterem-se vivos.
Samira não fazia parte da casta dos Elfos. Tampouco dos Dilaceradores. Tribos menores viviam região afora e ela fazia parte duma delas. Muitas não tinham porte físico exuberante para batalha. Na verdade, enquanto os Elfos se intitulavam como os defensores da província e mantinham-se dentro de padrões de treinamentos de guerra, as tribos eram oprimidas a produzirem sustento a eles. Inclusive a taxa de natalidade era rigorosamente controlada.
Bem, os Elfos preferiram engajarem-se na calada da noite para pegar os inimigos desprevenidamente. Com medo de que o plano fosse descoberto, optaram por não avisar as tribos alheias, a fim de evitar que alguma informação escapasse. Infelizmente, à contramão já vinham os Dilaceradores para o combate. A zona de choque se deu próxima aonde se encontrava a pacífica tribo de Samira, pobres fazendeiros.
Samira, o velho e as castas
- Por favor, deixe-me entrar! – Suplicou Samira.
- Tire essas coisas imundas e horripilantes daqui! - Dizia o velho enojadamente, tamanha repugnância pelas criaturas.
- Por favor, meu bom senhor! Não há tempo para explicações!
- Ora sua...
E o velho, que estava a retrucar, de súbito se calou. Devido ao som de terrificantes gritos que vinham do escuro e misterioso horizonte, da qual não se enxergava muito, graças à densa neblina.
- Meta-te aqui dentro mulher! – Dizia puxando o braço dela que caiu ao chão pela brutalidade do ato. E com ela, eles.
O velho não foi nenhum pouco hospitaleiro. Não oferecera cadeira, comida, água, nada. Estava aflito. Ansioso para saber o que se passava.
- Conte-me logo, garota. Quem são essas criaturas bizarras?! Que sons macabros eram aqueles!? Não me diga que...
- Acalme-se, bom senhor. Pelo menos por enquanto. Deixe que eu me apresente e agradeça pela hospitalidade de me receber.
E então, Samira contou-lhe sua história, que fora bem resumida, mas que eu os contarei mais detalhadamente:
Há pouco mais de dois anos, uma casta grotesca havia penetrado a região, querendo se disseminar a todo canto. A ideia, a princípio, era se instalar pacificamente e conhecer as tribos dominantes e só então partir para uma investida.
Essa casta não se intitulava como tal, mas eram conhecidos como os “Dilaceradores”, pelo fato de serem mui agressivos nas batalhas. E também por virem dominando muitas províncias ultimamente.
Os Elfos-Bruxos, tribo dominante local, souberam da chegada e, sem muita demora, também sobre os boatos acerca, inclusive que são praticamente imunes a quaisquer magias (devido a um processo de evolução que os aperfeiçoaram durante centenas de anos).
Os Elfos-Bruxos eram exímios manipuladores de magia, principalmente as de batalhas e maldições (negras), mesmo sendo comumente pacíficos. Sabiam que uma hora teriam que se fazer valer de sua habilidade para a sobrevivência.
Porém, como antes dito, os Dilaceradores são semi-imunes à magia. Os Elfos foram forçados a afiar suas espadas e flechas e investir o quanto antes numa batalha, a fim de manterem-se vivos.
Samira não fazia parte da casta dos Elfos. Tampouco dos Dilaceradores. Tribos menores viviam região afora e ela fazia parte duma delas. Muitas não tinham porte físico exuberante para batalha. Na verdade, enquanto os Elfos se intitulavam como os defensores da província e mantinham-se dentro de padrões de treinamentos de guerra, as tribos eram oprimidas a produzirem sustento a eles. Inclusive a taxa de natalidade era rigorosamente controlada.
Bem, os Elfos preferiram engajarem-se na calada da noite para pegar os inimigos desprevenidamente. Com medo de que o plano fosse descoberto, optaram por não avisar as tribos alheias, a fim de evitar que alguma informação escapasse. Infelizmente, à contramão já vinham os Dilaceradores para o combate. A zona de choque se deu próxima aonde se encontrava a pacífica tribo de Samira, pobres fazendeiros.
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